Abertura do ENASE GÁS: o novo Mercado do Gás deve evitar os problemas regulatórios do Setor Elétrico

A abertura do Enase Gás contou com a participação do presidente do Fórum do Gás e da Associação Brasileira de Comercialização de Energia (ABRACE), Paulo Pedrosa, do diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Décio Fabricio Oddone da Costa, e do secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.

Paulo Pedrosa destacou que o Brasil vive uma mudança total de paradigmas no mercado do gás, o que segundo ele, trata-se de uma oportunidade que também se desdobra como um desafio delicado e arriscado, tendo em vista que é preciso rever a lógica atual do funcionamento do mercado do gás. Segundo ele, a previsão é de que quatro milhões de novos empregos sejam gerados com o novo mercado do gás.

Pedrosa chamou a atenção para as mudanças necessárias para que o novo mercado do gás evolua, tendo em vista a necessidade fundamental de expansão e desenvolvimento dos recursos de escoamento e distribuição. “É preciso reorganizar e entender o setor como um negócio de grandes volumes. Teremos grandes volumes para daqui a três, quatro anos. Para isso, todos os processos precisam ser mais acelerados e com clareza para os negócios”, observou. 

Pedrosa concluiu salientando que esta é a grande oportunidade do brasil de gerar emprego, desenvolvimento e de consolidar uma abordagem do governo em relação ao núcleo econômico, com o fortalecimento do mercado e as decisões individuais de produtores e consumidores. “Vamos evitar os erros do setor elétrico para que o novo mercado do gás nasça com este potencial”, disse Pedrosa.

O diretor da ANP, Décio Costa, salientou que esta é a terceira oportunidade de renovar o mercado do gás, mencionando as circunstâncias anteriores que desencadearam em tentativas fracassadas de abertura do mercado do gás. Costa sinalizou que o cenário atual aponta grandes chances de que as mudanças saiam do papel desta vez. “Estamos vivendo uma conjunção de transformações. Agora será diferente, inicialmente por pura necessidade de desinvestimento da Petrobras. A substituição de um monopólio por uma indústria ”, observou Costa, salientando ainda, que as mudanças tiveram início no âmbito regulatório, em vez de iniciar no âmbito legislativo.

O secretário do MME, Márcio Félix, endossou o posicionamento de Pedrosa e de Costa, reafirmando o quão importante é o atual momento com transições, convergências, integração e revolução das energias, que serão viscerais para a reestruturação do setor.  Segundo ele, dentro de vários estados, uma nova dinâmica do mercado do gás já começou.